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Jovens ou velhos, somos todos do milênio passado!

Atualizado: 5 de jun. de 2023


John Moeses Bauan

Eis que neste tema "vida adulta", no post da Rafaella, me deu vontade de estender mais um pouco o comentário, mais condizível neste espaço do que no Face. É muito relativa esta questão de ser adulto. Quando nos enquadramos perfeitamente nesta definição? Lembro que quando ganhei minha segunda menina, a primeira estava com 1 ano e 9 meses. Além de já estigmatizada com “mais velha”, tornou-se adulta, de cara. Claro que guardadas as proporções de uma criança, embora meu dia a dia tumultuado tenha alargado desmesurada e injustamente estas proporções. Além do avanço da tecnologia, o planeta sofreu um baque quando no ano 2000 fomos arremessados noutro século e noutro milênio, da noite para o dia. Toda esta faixa etária de 20 e poucos anos nasceu no século passado, e no MILÊNIO passado! Reduzir este significado linguístico a si mesmo não faz par com a realidade, fundindo-se com um estranho senso jurássico. 😁😂😊


Genial mesmo foi Einstein, ao constatar a relatividade, derrubando o reinado do tempo em si, reduzindo-o a relativo. Revelar que quanto mais veloz um corpo se desloca, menos sofre a passagem do tempo foi extremamente revolucionário e fantástico, com consequências drásticas no comportamento. O clima de fluidez contemporâneo, tendendo à impermanência de valores estáveis demonstra bem o efeito do advento da relatividade no pensamento, refletido no comportamento. Um mundo líquido reflete melhor esta fluidez do que um mundo sólido.

Nossa pressa é insana, estamos sempre querendo vencer o tempo, sendo cada vez mais velozes. Vamos sempre acumulando afazeres e mais afazeres, talvez na esperança de nos tornarmos eternos. [...] Vê-se no presente mulheres que se apavoram ao chegarem aos trinta anos, sem terem suas vidas direcionadas ainda. [...]Nossa demanda, física e mental é de baixa qualidade. Competição, fama e sucesso são nossos alvos, independentemente de quem ou do que estamos utilizando como escada. Transformamo-nos em máquinas. Somos supridos, programados e acionados de fora, por uma inteligência artificial, nunca pelo ímpeto de uma real necessidade. [...] Temos sede de substância, mas nos perdemos no vazio existencial do relativo e fugaz.[...] A falta de sentido que vamos moldando no nosso viver adulto nos trava. Mas afinal, no transcurso de

nossa adultez, não deveria acontecer nossa

grande conquista de liberdade, sabedoria, amor próprio e discernimento de valores? É o momento de nos derramarmos no mundo e conquistar nosso espaço, e não nos aprisionarmos numa cela de hierarquias, preconceitos e alienação em massa.


O que conta mesmo é a maturidade, e esta só vivendo podemos ir desenvolvendo. Acredito que em todas as faixas etárias a devida maturidade vai sendo alcançada. Já vi muito adulto criança e muita criança adulta. Isto necessariamente não é bom nem ruim, se fizer parte do nosso bom viver em busca sempre de um mundo melhor para todos.


Texto em itálico transcrito do meu livro “Um Olhar Para Além do Cotidiano”, link de vendas neste site, na seção “Meus Livros”.

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