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  • Foto do escritorirenegenecco

Sagrado profano



Foto de Alexander Grey

Dá -me de comer e de beber

Dos sons da tua Seara.

Que meus olhos ouçam

Que meus ouvidos vejam...

Que minha pele cheire

Que meu olfato

Seja um ato de contato.

Tudo é tato.

Vejo pelo tanger da luz

Sinto os dedos malháveis

Da brisa que me desliza

Pelos poros

Dentro a fora

Fora a dentro.

Não há lugar no reino de ser

Tudo é estado de ser

Consciência pulsando

Pulso e impulso

Pulsos que detém o vento.

Intentos que impulsionam

Mãos que tocam

Dedos que apontam

Dígitos.

Digito-te no meu sonho louco

E me contemplo.

Engulo a goles largos

A sofreguidão

A garganta gargalha

A largos passos que deslizam

Escorregam

Regam de prazer puro

E alegria.

O meu corpo goza

Sinfonia de afagos

Meus ouvidos bebem

Minha pele expele

Pingos e respingos

E respira o amanhecer

Da entrega sem cobrança

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