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A dor e a delícia de escrever

Atualizado: 3 de jun. de 2023


Unseen Studio na Unsplash - alguém escrevendo

"Leia o post SOBRE O ESCREVER".

O melhor no ato de escrever é poder compartilhar nossas experiências, de modo que talvez o leitor possa também se fecundar de desejos por alegria e liberdade, fantasias e sonhos, diante da beleza da vida, nem sempre tão explícita.




Na rasura automatizada do dia a dia, apreciar o belo se desfigura, e enfraquece. Razão e emoção se alternam na nossa consciência, apenas como um exercitar-se no absolutamente necessário para cumprir a rotina. Perceber o belo e por ele deixar levar-se ao encantamento é luxo. Falta tempo para mergulhar em questões que não dão lucro ao mercado. A questão é que ao perceber o belo, também percebemos a falta dele. Isto ameaça romper uma barragem de hierarquias, há séculos, ou milênios construída e mantida por manipulações, crenças e paradigmas, nos quais se alicerçam muitos preconceitos.


O impacto do mundo digital assusta as gerações mais velhas. No conto Me adiciona no teu MSN, que você encontra um capítulo aqui disponível, o leitor de terceira idade ou dela próximo, se encontra e se identifica em seus medos: “Antes eu navegava direto nas águas das intenções humanas, nos gestos, nos olhos, no corpo, na voz. O outro era concreto e o mergulho era vivo. A liquidez deste mundo novo-versátil-extremista-fascinante-louco assusta qualquer um da geração passada..”


O escritor provoca, mas pode ser uma promessa de frescor de espírito pela fusão entre a dureza desgastante da rotina e o que a transcende, em humor, esperança, fantasia, realidade, fé e amor. Pode ser nesta relação escritor-leitor que aconteça, em linguagem simples, mas não fútil, uma mescla de reflexões sobre a desigualdade social, a insatisfação interior e a busca de plenitude existencial.




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